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Viajando em tempos de COVID - Parte 1

Ou "Como viajar sem pagar mico"


Viagens
Viajar ou não viajar, eis a questão!

Com um ano e meio seguindo as restrições impostas devido à pandemia de COVID-19, as pessoas começam a ficar inquietas, querendo voltar à antiga rotina de sair, viajar e se divertir. Algumas pessoas, mais preocupadas com a possibilidade de contaminação, preferem não se arriscar e esperam uma melhoria do cenário atual para, por exemplo, viajar. Outros, já no limite da paciência, acreditam não haver problema em voltar a "aproveitar a vida", desde que tomem os cuidados necessários, mantendo o distanciamento social e o uso de máscara e tomando a vacina. E há também aquelas pessoas que optam por desconsiderar todas as recomendações da área de saúde, que visam a proteger a população contra essa ameaça inédita trazida pelo Coronavírus SARS Cov 2.


As cidades do Brasil e do mundo, principalmente as turísticas, divididas entre proteger a sua população contra o vírus e manter a sua economia ativa, têm uma difícil decisão a tomar - decretar o fechamento total das atividades (lockdown), permitir que alguns estabelecimentos permaneçam abertos com restrição de horário ou liberar a abertura de todos os locais, desde que respeitando as normas de saúde.


Falando do Brasil em particular, temos os governos estaduais, que ditam as regras gerais de fechamento ou flexibilidade, e os governos municipais, que adotam medidas mais específicas, voltadas à sua realidade local.


Serra Negra
Cristo Redentor e Teleférico Serra Negra

No chamado Circuito das Águas, no estado de São Paulo, por exemplo, algumas cidades, como Serra Negra, estão adotando medidas mais restritivas do que as previstas no plano de transição do governo paulista, inclusive com proibição de atendimento presencial no comércio não essencial e da venda de bebidas alcóolicas nos bares e restaurantes (conforme notícias locais de 14 de junho).


Ubatuba
Praia Grande em Ubatuba/SP

Já no município de Ubatuba, no litoral do Estado de

São Paulo, as regras seguem as orientações do governo do estado para a fase de transição (até 15 de julho), ou seja, há permissão de abertura dos estabelecimentos comerciais das 6h às 21h, com atendimento presencial, respeitando o limite de 40% capacidade local (comunicado da prefeitura de 25 de junho).

Em Curitiba, estado do Paraná, os bares e restaurantes podem funcionar das 10h às 23h, com limite de 50% da capacidade local (conforme comunicado no site da prefeitura em 23 de junho de 2021). Os supermercados e afins podem ter atendimento presencial das 6h às 21h e por delivery até as 23h.

Jardim Botânico em Curitiba/PR

Como podemos ver, as restrições variam de cidade para cidade e, por isso, é importante consultar as páginas de notícias locais e da prefeitura antes de viajar, para evitar:

  • Viajar para fazer compras (cidades como Serra Negra e Monte Sião (malharia e artigos de couro), Ibitinga (bordados), Embu das Artes (artesanato), e dar de cara com as lojas fechadas devido à restrição de horário.

  • Viajar para relaxar, parar num bar para tomar uma cerveja e ter que beber cerveja sem álcool, devido à restrição de servir bebidas alcóolicas.

  • Ir para a praia e descobrir que tem aglomerações e muitas pessoas sem máscara.

  • Enfrentar a cara feia de muitos moradores locais, que, com razão ou não, acham que "esses turistas vêm aqui pra infectar a gente" ou "a cidade devia colocar barreiras impedindo a entrada de turistas".

Por incrível que pareça, todos os fatos acima aconteceram comigo em ocasiões diferentes durante as fases de flexibilização das restrições, quando resolvi viajar para relaxar, ou seja, paguei o maior "mico".


Alguns vão dizer, "bem feito, quem mandou viajar"; outros pagaram o mesmo mico que eu.

Bom, vamos seguindo, tomando cuidado, usando máscara, higienizando as mãos e tomando a vacina. Uma hora, a vida volta ao normal (só que não?).


No próximo blog, falaremos sobre as restrições relacionadas a viagens internacionais - Brazucas pagando mico no exterior??!!


*Só uma observação: Apoiamos todas as medidas tomadas pelas prefeituras locais para conter a disseminação da COVID-19. Cada prefeitura tem o direito e o dever de proteger a população de sua cidade com base na situação presente em cada localidade.







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